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quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Cidade de Touros - RN

HISTÓRIA

A elevação da povoação de Touros ao status de vila e sede de município é obra da resolução de 11 de abril de 1833, votada pelo extinto Conselho da Província, colegiado anterior à Assembleia Legislativa Provincial. Dois anos depois torna-se município  por meio da Lei Provincial nº21, de 27 de março de 1835.
O nome do município e de sua sede, Touros, é de origem desconhecida. Existem três suposições: seria um nome dado pelos navegadores fenícios que ali desembarcaram em épocas remotas, em homenagem à cidade de Tiro, tendo-se transformado depois em Touros; seria um nome dado pelos portugueses que ao desembarcarem no século XVIII encontraram ali bois pastando; seria ainda um nome dado pelos navegadores que por ali passavam ainda no século XVII, devido à semelhança (em épocas passadas) da rocha que se encontra em sua enseada com um touro, hipótese mais provável.
O município também é conhecido como “Esquina do Brasil” por estar localizado no extremo do mapa. Costuma-se dizer que o mapa do Brasil seria em formato de bota e, por isso, o Farol é chamado de “Farol do Calcanhar”. Exatamente esse ponto seria o mais próximo do continente Africano, seguindo em linha reta pelo Oceano Atlântico.
Na área da agricultura o destaque é para a produção de abacaxi. Outro ponte forte no município é a pesca artesanal. 

ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS: 
MARCO DE TOUROS

O primeiro desembarque dos colonizadores portugueses deu-se em 1501, quando a expedição de Gaspar de Lemos chantou um marco colonial na Praia dos Marcos. Esta pedra, mais conhecida como Marco de Touros, é considerada o monumento mais antigo do Brasil.
Por possuir em suas faces a cruz da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, o Marco passou a ser considerado sagrado, chegando, inclusive, a população, a erguer uma capela e um cemitério ao seu redor. Ocorreram mesmo casos em que pessoas, acreditando em suas propriedades miraculosas, chegaram a tirar lascas para fazer chá, acreditando que o mesmo iria se regenerar.
Devido a este último fato, o Marco foi retirado do seu local de origem em 1974, colocado inicialmente no museu do Sobradinho, encontrando-se atualmente no Forte dos Reis Magos.
A cidade de Touros foi instituída a porta de entrada para a criação do estado do Rio Grande do Norte, a partir da chegada do Marco Colonial português, em 07 de agosto de 1501, data fixada através da Lei n° 7.831, de 30 de maio e 2000, originária do Projeto de Lei apresentado pelo então deputado estadual Valério Mesquita e sancionada pelo então governador Garibaldi Alves Filho.

CANHÕES COLONIAIS

O segundo desembarque dos portugueses ocorreu no século XVII, quando uma expedição, organizada para combater os holandeses e comandada por Luiz Barbalho Bezerra, não podendo desembarcar em Recife, aportou na enseada de Touros. A partir daí, dirigiram-se por terra para o sul a fim de iniciar os combates, deixando para trás vários canhões, transferidos em 1956 para a sede do município, próximo à Matriz do Bom Jesus dos Navegantes.

CHEGADA DA IMAGEM DO BOM JESUS DOS NAVEGANTES E A CONSTRUÇÃO DA IGREJA MATRIZ

No século XVIII, quando os portugueses começaram a se fixar definitivamente, chegou à região a imagem do Bom Jesus dos Navegantes, padroeiro do município, cuja origem é nebulosa, não se sabendo se veio por mar ou por terra, se foi promessa ou doação. A construção de sua capela, feita em pedras, teve início em 1778, sendo concluída em 1800.
A igreja conserva traços bem definidos do colonial português, com sua beleza e ambiente confortável e espaçoso, sendo considerada um precioso patrimônio artístico e histórico de Touros.

FAROL DO CALCANHAR

Em 1908 foi construído o Farol do Calcanhar, com 62 metros de altura e 298 degraus. É o maior farol do Brasil e o maior da América Latina construído em concreto.

TRAVESSIA DO ATLÂNTICO (DEL PRETE E ARTURO FERRARIN)

Em 03 de julho de 1928 os famosos aviadores italianos Del Prete e Arturo Ferrarin atravessaram o oceano Atlântico, com destino a Natal, e, após 49 horas e 19 minutos de voo ininterrupto alcançaram o seu objetivo no dia 05, vencendo a distância de 9.520 quilômetros.
Os aviadores do avião Savóia-Marchetti, modelo S-64, devido ao mau tempo e à péssima visibilidade perderam a referência e o avião pousou no trecho entre a vila e a ponta do Calcanhar, local que ficou conhecido pelo nome de “Lagoa do Avião”.

MARCO ZERO DA BR-101

O marco Zero da BR-101 é um monumento de autoria de Oscar Niemeyer, inaugurado em 1999. O monumento, próximo ao Farol do Calcanhar, indica que ali começa a BR-101, com uma extensão de 4.542 quilômetros, ligando o município de Touros (RN) ao município de São José do Norte (RS).

BANDEIRA DE TOUROS

Por iniciativa do Juiz de Direito da Comarca de Touros, Dr. Orlando Flávio Junqueira Ayres, foi criada, durante a administração do prefeito José Joaquim do Nascimento, a bandeira do município de Touros, no dia 23 de março de 1970.
A bandeira é um retângulo todo azul, tendo no centro uma grande estrela branca onde se encontra o escudo com a representação das principais riquezas agrícolas do solo tourense, como o sisal e o coqueiro. Na parte central do escudo o farol ilumina a noite com o seu lampejo. Abaixo do farol uma jangada rústica lembra a pesca, uma das principais atividades econômicas do município.

HINO DE TOUROS

O hino de Touros é de autoria de Ivanildo Cortes de Souza, médico e professor universitário. O hino foi por ele apresentado ao povo e às autoridades durante as comemorações dos 163º aniversário de emancipação politica do município de Touros, ocorridas em 27 de março de 1998.
Hino de Touros
Autor: Ivanildo Cortez de Souza
Quando o índio viu um barco
Navegando em mar profundo
Era um bravo conduzindo
O seu Marco ao Novo Mundo
Foi nascendo assim um grande povo
Que mais tarde ao negro uniu
Transformando tudo em mil amores
Nesta esquina do Brasil.
Touros, coração querido
Porto dos antigos
Explosão de cores
Como o verde do teu mar
Ou o teu céu azul
Da cor da tua bandeira
Na alegria ou na dor
Verás que o nosso amor
É puro e verdadeiro!
Das tuas pedras
As águas dos teus rios
Dos teus campos ao luar
És prá mim
A terra mais amada
Desta terra potiguar!
És farol que iluminas
Viajantes no seu rumo
Tens na tua juventude
Teu tesouro mais fecundo
Quando em mim a vida for embora
Sei que nada foi em vão
Levarei a mais doce ventura
De ser filho deste chão.

Fontes: TOUROS, uma cidade do Brasil – Nilson Patriota
EMOÇÕES RIMADAS – José Porto Filho



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