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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Greve de professores na Unicamp tem adesão de 60%, diz associação.


Universidade diz que 15%, incluindo funcionários, aderiram à paralisação. Protesto dos servidores não prejudica atendimento no Hospital de Clínicas.

 
O primeiro dia de greve dos professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) teve adesão de 60% da categoria, segundo números divulgados nesta quarta-feira (28) pela associação que representa os docentes. Eles estão parados há dois dias e contestam a decisão do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), que oferece reajuste zero nos salários. Segundo a universidade, a paralisação de professores e funcionários atinge 15% da instituição - não há balanço específico sobre a adesão dos docentes.
Os servidores, em greve desde sexta-feira (23), planejam reduzir atendimentos no Hospital de Clínicas (HC). O órgão máximo de deliberação da Unicamp é favorável à reabertura das negociações. A universidade 18,3 mil alunos na graduação e 16,1 mil na pós-graduação, em 68 cursos, além de 1,9 mil estudantes no Colégio Técnico de Campinas (Cotuca). Nos campi da Unicamp trabalham 2 mil professores e 7,8 mil técnicos administrativos.
De acordo com a Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp), participam da greve professores de todas as áreas, principalmente os que atuam em unidades ligadas às ciências humanas na universidade. Além disso, o movimento inclui profissionais que trabalham nos dois colégios técnicos da instituição - o Cotuca, em Campinas, e o Cotil, em Limeira.
As reivindicações dos professores estão incluídas na pauta do Fórum das Seis, que congrega a Adunicamp e também o Sindicato de Trabalhadores (STU). Entre os pedidos constam reajuste de 10% nos salários, equiparação de piso salarial dos servidores técnicos administrativos ao de profissionais que atuam na USP e Unesp, mais vagas em creches, transporte gratuito para todos que usam os campi, além de melhorias.
De acordo com o Cruesp, o reajuste zero nos salários ocorreu por causa do alto nível de comprometimento de orçamento com folha de pagamentos. Além disso, os reitores das três universidades haviam proposto discutir o reajuste salarial das categorias somente em setembro.
O sindicato que representa os funcionários da Unicamp planejava iniciar, nesta quarta-feira, a redução de atendimentos no Hospital de Clínicas e também no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism). O G1 esteve nas duas unidades médicas durante o período da manhã, onde foram fixados cartazes da greve, mas funcionários e pacientes disseram que não houve reflexos.
"Está cheio, mas é normal", falou uma funcionária que atua na área de oftalmologia. Outra profissional, do setor de enfermagem, alegou que não irá participar. "Tem tanta gente aqui. Será ainda pior se parar", ressaltou. Localizado no distrito de Barão Geraldo, o hospital é referência para ao menos seis milhões de habitantes, em 38 cidades da região de Campinas.
 O coordenador do STU, João Raimundo Mendonça Souza, afirmou que os funcionários da área de saúde estão se organizando para participar do movimento. "Alguns procedimentos
atrasaram, mas o atendimento ainda não foi reduzido", admitiu. Segundo ele, 70% dos funcionários já aderiram à greve na universidade.
O Conselho Universitário (Consu), órgão máximo de deliberação da Unicamp, se posicionou favorável à reabertura das negociações salariais com professores e funcionários que estão em greve. Na terça-feira, os conselheiros aprovaram uma recomendação que será encaminhada ao Cruesp, para que eles revejam a decisão de não conceder nenhum reajuste aos servidores.
 A assessoria de imprensa da Unicamp disse que os atendimentos na área da saúde "seguem dentro da normalidade", mas não comentou quais áreas foram afetadas por causa da greve dos professores e quando a recomendação do Consu deve ser enviada ao Cruesp. "As atividades funcionam normalmente em 85% das 22 unidades de ensino e pesquisa. Nos outros 15%, houve adesão predominantemente de servidores técnico administrativos", relata o texto.

Fonte:G1 RN

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