Um ladrão rouba um tesouro, mas não furta a inteligência. Uma crise destrói uma herança, mas não uma profissão. Não importa se você não tem dinheiro, você é uma pessoa rica, pois possui o maior de todos os capitais: a sua inteligência. Invista nela. Estude! (Algusto Cury)



sábado, 13 de dezembro de 2014

22 de abril: Nem sempre se comemorou o descobrimento neste dia

Nem sempre o descobrimento do Brasil foi comemorado a 22 de abril. Logo depois da proclamação da República e até a Revolução de 30, o evento, que era feriado nacional, celebrava-se no dia 3 de maio. Isso quer dizer que havia outro entendimento sobre a data em que as caravelas de Cabral chegaram a Porto Seguro? Exatamente. E quer dizer também que a História não é uma disciplina estática.
Foto: Internet
Apesar de os fatos do passado estarem definitivamente concluídos, o modo de entendê-los pode se modificar de acordo com as novas informações que eventualmente deles se dispõe, assim como com as circunstâncias sociais do presente. Mas voltemos ao 3 de maio.

Esta teria sido a data do descobrimento, segundo o clássico historiador lusitano Gaspar Correia (1495-1561), que a deduziu do fato de Cabral ter batizado a terra de “Vera Cruz”, nome mudado pelo rei dom Manuel para “Santa Cruz”, em função da comemoração religiosa de mesmo nome, que ocorria a 3 de maio. Por isso também,José Bonifácio, o Patriarca da Independência, propôs que a abertura da primeira Assembleia Constituinte brasileira, em 1823, caísse nesse dia, para coincidir com o descobrimento.

Uma carta de 1500

Apesar do prestígio de que gozava a versão de Gaspar Correia, no entanto, um documento que permanecera esquecido por quase três séculos nos arquivos portugueses, tinha sido transportado para o Brasil junto a milhares de outros, por ocasião da vinda da família real para o Brasil em 1808, e acabou mudando a visão da história.

Esse documento foi descoberto por um pesquisador, o padre Aires de Casal, que o publicou em 1817, deixando evidente que o descobrimento acontecera a 22 de abril. Tratava do depoimento de uma testemunha ocular: a carta de Pero Vaz de Caminha, escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral.

É curioso o fato de que um homem com a formação de José Bonifácio não tenha tomado conhecimento da Carta de Caminha. De qualquer modo, sabe-se que já na segunda metade do século 19, ao fim do Segundo Reinado, fazia parte do conhecimento do cidadão brasileiro culto que o descobrimento ocorrera a 22 de abril, data que, contudo, não fazia parte dos feriados do Império.

Festas nacionais

Após a proclamação da República, o decreto 155 b, de 14 de janeiro de 1890, do governo provisório, “considerando que o regimen republicano basêa-se no profundo sentimento de fraternidade universal; que esse sentimento não se póde desenvolver convenientemente sem um systema de festas publicas destinadas a commemorar a continuidade e a solidariedade de todas as gerações humanas”, estabeleceu um calendário de festas cívicas.

Nele, havia grandes novidades para a época, como a comemoração de Tiradentes a 21 de abril, a do descobrimento a 3 de maio e até a do 14 de julho, em homenagem à República, à Liberdade e à Independência dos Povos Americanos. O distinto público, que, segundo a expressão do jornalista republicano Aristides Lobo (1838-1896), assistiu à proclamação “bestializado”, mais bestializado se sentiu com essas festas cívicas cujo propósito não entendia.

Na imprensa, por exemplo, dado que se tomava por fato consumado que o descobrimento ocorrera a 22 de abril, cogitava-se que o governo provisório estabelecera o feriado de 3 de maio para evitar dois feriados consecutivos, a saber, o de Tiradentes e o descobrimento.

Vantagem do trabalho nacional

O primeiro governo republicano, porém, só cogitou de dar explicações sobre o calendário cívico anos mais tarde. Para isso, encomendou ao jurista Rodrigo Octavio o livro “Festas Nacionais”, que, publicado em 1893, tornou-se o mais antigo manual de educação moral e cívica do país. Explicava, tintim por tintim, as datas celebradas e, entre outras coisas, estabelecia o mito de Tiradentes como mártir da Independência.

Quanto ao 3 de maio, não convenceu. Com a Revolução de 1930 e o decreto 19.488, Getúlio Vargas, considerando que “com manifesta vantagem do trabalho nacional, podem e devem ser reduzidos os dias feriados”, extinguiu definitivamente a folga do descobrimento do Brasil.

De resto, já na comemoração dos 500 anos da efeméride, a própria ideia de descobrimento passou a ser questionada, de vez que se trata de uma noção que se origina na perspectiva do colonizador europeu.

Fonte: educacao.uol.com.br

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Um pouco de História

A praia era o habitar das abelhas, mas os pescadores queimaram as suas colmeias, também conhecidas como enxus. E hoje, a vila cresce e se desenvolve com a pesca da lagosta.
 

No começo dos anos 50 do Século XX, havia um trecho de praia do litoral potiguar que era defendida pelos seus habitantes com unhas e dentes. Mas esses seres dominantes não tinham nem unhas nem dentes. Tinham ferrão. Eram as abelhas.


Foto: Internet (Enxu Queimado - RN)
Por conta disso, os pescadores tinham suas casas bem distantes do mar, na vila de Canto de Baixo, que pertencia ao município de São Bento do Norte e era um próspero distrito, vivendo do comércio, da agricultura e da pesca.
As abelhas eram um desafio e não deixavam ninguém em paz, nas imediações da orla mais próxima do distrito. Elas faziam enxus nas pedras e nos coqueiros e eles se multiplicavam cada vez mais.

Até que alguém teve a ideia de queimar os enxus, para diminuir o número das abelhas. Muita gente foi contra por conta do mel que era farto, mas os pescadores venceram, fizeram queimadas constantes e as abelhas se renderam ao homem.

Livre do perigo da ferroada, os pescadores começaram a construir pequenas choupanas, para proteger do sol as suas famílias que acompanhavam as saídas e chegadas do mar, trazendo o sustento.

Com o tempo, eles começaram a abandonar suas casas em Canto de Baixo e transformaram as choupanas em casa, cujas paredes e cobertura eram de palha de coqueiro e o chão de areia bem branquinha.

O local passou a ser conhecido como a praia dos Enxus Queimados, pois durante muito tempo a ação do homem continuou sendo vista. E as abelhas que apareciam, tinham o mesmo destino.

Para simplificar a linguagem, o plural foi transformado em singular, e aí é que começa Enxu Queimado, hoje distrito de Pedra Grande e já com a mesma população da sede do município.

A maior preocupação dos nativos é que o nome de Enxu não seja confundido com o de Exu. O enxu é a colmeia das abelhas e exu é uma entidade do candomblé. O nome já foi registrado como Exu Queimado, por erro do IBGE.

Enxu Queimado é hoje um importante pólo pesqueiro na Esquina do Brasil e a sua colônia de pescadores tem mais de 50 barcos, voltados para a pesca da lagosta e da pesca do peixe em alto mar.

A praia tem uma paisagem ornada por dunas e coqueirais e um mar onde ficam ancorados os barcos a motor. Um detalhe é que toda a vila, apesar de viver do mar, da suas costas para ele. São poucas as casas com vistas para a praia.

E para quem nunca viu, vale o registro, o por do sol acontece no mar, durante boa parte do ano, enquanto o sol nasce atrás das dunas.

E se você quiser visitar Canto de Baixo, a então próspera vila que deu origem a Enxu Queimado. Vai ficar decepcionado. A última família de lá, os Varela, mudou-se e aderiu a Enxu. Hoje Canto de Baixo, com as casas soterradas e abandonadas é um canto de saudades.

Fonte: lucianafontes.blogspot.com.br

Mais um ano chegando ao fim...

Cooperativa distribui 7 mil livros para o Natal na periferia de São Paulo

Exemplares serão distribuídos na Zona Sul de São Paulo. Objetivo é incentivar as pessoas a criarem o gosto pela leitura.


A Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa) vai distribuir, durante o mês de dezembro, 7 mil livros na periferia da Zona Sul de São Paulo.
O "Natal com Livros" vai começar a distribuição dos exemplares (adultos e infantis) a partir do dia 14, às 11h, no Largo de Piraporinha.
Foto: Divulgação/ Copperifa
Uma barraca será montada na Estrada do M'Boi Mirim, altura do número 1.000, para que os moradores escolham o melhor exemplar.
Além da barraca com os livros, integrantes da cooperativa vão distribuir exemplares nas proximidades do Largo de Piraporinha para entregar livros aos passantes.

O objetivo da ação, segundo a Cooperifa, é incentivar as pessoas a criarem gosto pela leitura e tem apoio da Global Editora, Companhia das Letras e Fundação Itaú Social.

Fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Livro que conta a história do RNTV será lançado nesta quinta (11)

Lançamento acontece na Pinacoteca do Estado a partir das 18h30. Publicação reúne imagens e acontecimentos que marcaram o noticiário.


O livro "RNTV: a notícia no ar" - que conta a história dos mais de 27 anos do telejornal - será lançado nesta quinta-feira (11), a partir das 18h30, na Pinacoteca do Estado, em Natal. O livro, de autoria do jornalista Francisco Júnior, reúne imagens e acontecimentos que marcaram o noticiário potiguar.
De acordo com o autor, a ideia de escrever o livro surgiu durante uma reforma na sede da Inter TV Cabugi em 2011. "O Cedoc, que é o arquivo da TV, foi esvaziado para a reforma e todos os DVDs foram encaixotados. Um dia eu vi uma caixa com DVDs de 1987 e comecei a assistir. Vi as primeiras matérias exibidas na TV e pensei em registrar essa história em livro".
Livro conta a história do RNTV (Foto: Elias Medeiros/ G1)
O prefácio do livro é de Ana Luíza Câmara que foi diretora de jornalismo da TV por 19 anos. O posfácio foi escrito por Luiz veiga que é o atual diretor de jornalismo da Inter TV Cabugi.
A obra é uma viagem no tempo, do início da TV Cabugi, em 1987, até aos dias atuais com a Inter TV Cabugi. São 20 capítulos que compõem uma espécie de almanaque contextualizado com as notícias que foram ao ar nos últimos anos. O livro é todo ilustrado com imagens das reportagens e edições que fizeram parte dessa história.
Mais do que registrar a trajetória do telejornal, o livro mostra a quem acompanha o RNTV um pouco de como ele é produzido e o quanto evoluiu ao longo dos anos em que está no ar. A publicação é uma coletânea de curiosidades sobre o telejornalismo, um resgate dos profissionais que construíram a história da emissora e, ao mesmo tempo, a oportunidade para que todos possam conhecer o jornal em detalhes.
Sobre o autor
Francisco Júnior é jornalista, formado e laureado em Comunicação Social - Jornalismo pela UFRN, desde 2009. O primeiro trabalho em televisão foi em 2007, na TV Universitária. Trabalhou ainda na SIMTV. Em 2008, começou estagiar na Inter TV Cabugi. Dois anos mais tarde foi contratado como produtor de reportagens em Mossoró. Ao retornar à Natal, exerceu as funções de coordenador de produção, produtor de rede, editor de texto do Bom Dia RN, do RNTV e do Cabugi Comunidade. Atualmente é repórter da emissora.

Serviço
Data: 11/12/2014 (quinta-feira)
Horário: Das 18h30 às 21h
Local: Pinacoteca do RN (Ao lado da Assembleia Legislativa)

Fonte: g1.globo.com


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Uma volta pela praia de Caraúbas - RN

A Praia Caraúbas fica localizada a 50 quilômetros da cidade do Natal- RN. É uma pequena vila, ainda guardando uma boa tranquilidade, é formada por uma população em sua maioria de pescadores com uma grande e forte crença religiosa.
Foto: Internet

No que se refere às festividades, tudo se torna muito mais agitado, pois, são nestas dadas que essa pequena vila recebe um grande número de visitantes entre os meses de Novembro e Março.
Foto: Internet


Na parte Sul, dessa maravilhosa praia é completamente ornado por belas falésias que formam uma magnífica paisagem que se pode admirar e banhar nas diversas piscinas formadas pelos corais.

A estrada para o sul, costeada pelas falésias pode oferecer belos pontos de visão do litoral e de vastas extensões de coqueirais. A região possui uma grande variedade de lagos próxima à comunidade de Caraúbas.

Foto: Internet
No período de Festival, os visitantes que chegam a esta região ocupam as casas de praia e as pousadas próximas que são numerosas.

Foto: Internet



Vale apena fazer uma visita nestas férias de final de ano... Vamos lá, pois, essa comunidade lhe espera de braços abertos.

Crianças usam canoa em vez de usar embarcações dadas pelo MEC no PA

No interior do Pará, o Jornal Nacional registrou uma situação absurda no transporte de estudantes. No trajeto para a escola, nove crianças se equilibram a bordo de uma canoa.
“Muito ruim mesmo. Pegando sol, gripe, febre, dor de cabeça”, conta uma menina.

Jornal Nacional: O senhor transporta essas crianças há quanto tempo mais ou menos?
Jessé Damasceno, barqueiro: Três anos.
Jornal Nacional: Não tem colete salva vida, não tem nada?
Jessé Damasceno: Não tem.

Nos barcos maiores, também não há coletes. E nem conforto para os estudantes que moram nas comunidades ribeirinhas em Aracá, no nordeste do Pará.

Jornal Nacional: Como é quando chove?
Estudante: Ah, fica pingando lá dentro. Aí de manhã fica tudo serenado, fica demais ruim pra gente sentar nos bancos, aí está tudo molhado.

Lanchas para o transporte escolar sem funcionar há quase um ano

A prefeitura aluga os barcos para transportar alunos. Mas a poucos metros do porto, o Jornal Nacional encontrou embarcações novinhas paradas.

O Ministério da Educação disse que desde 2011 já entregou à prefeitura de Acará 16 lanchas para o transporte escolar. Mas na beira do rio, estão paradas sete lanchas e na parte seca mais duas, totalizando nove embarcações. Segundo os moradores, as lanchas estão há quase um ano sem funcionar. Na garagem da prefeitura, a 10ª lancha sem uso.

Imagens gravadas por alunos mostram a situação dos ônibus

Quem vai para a escola de ônibus também enfrenta dificuldades. Segundo o MEC, Acará recebeu 15 veículos novos e R$ 1,7 milhão, este ano, para fazer a manutenção do transporte escolar. Mesmo assim, na Zona Rural, os ônibus são antigos, com pneus carecas, sem velocímetro. E transportam combustível entre os bancos.

“Nunca mudou, é sempre esse ônibus precários para a gente andar”, diz uma estudante.

Jornal Nacional: É difícil transportar as crianças assim?
Motorista: Com certeza. É muito difícil e perigoso, demais.

Prefeito alega que o repasse mensal não é suficiente para melhorar a frota

O prefeito de Acará disse que as lanchas escolares estão paradas porque os pilotos aprovados em concurso precisam ser treinados. Sobre os ônibus, o prefeito alega que o repasse mensal do MEC não é suficiente para melhorar a frota, mas que vai trocar os ônibus com problemas.

“Vem superlotado, é uma coisa absurda isso aí, sem cinto de segurança, alta velocidade e às vezes os motoristas não tem nem carteira”, diz um estudante.

Em imagens gravadas por alunos, a janela do ônibus aparece coberta por um plástico. Outro só pegou com a ajuda dos estudantes.

“Nunca mudou, é sempre esse ônibus precários para a gente andar”, diz uma estudante.

Jornal Nacional: É difícil transportar as crianças assim?
Motorista: Com certeza. É muito difícil e perigoso, demais.

Prefeito alega que o repasse mensal não é suficiente para melhorar a frota

O prefeito de Acará disse que as lanchas escolares estão paradas porque os pilotos aprovados em concurso precisam ser treinados. Sobre os ônibus, o prefeito alega que o repasse mensal do MEC não é suficiente para melhorar a frota, mas que vai trocar os ônibus com problemas.


Fonte: g1.globo.com

Mais de 60% das prefeituras do RN não terão condições de pagar o 13º salário e a folha deste mês

Ainda de acordo com a Tribuna do Norte pelos cálculos da Femurn, mais de 60% das prefeituras não terão condições de pagar o décimo terceiro e a folha de dezembro dentro do prazo previsto pela  legislação trabalhista. 

Diante das dificuldades, pagamentos de obrigações sociais, do crédito consignado, na grande maioria dos municípios será transferido para janeiro, juntamente com pagamento de prestadores de serviços. Segundo Benes, a situação chegou a tal ponto que está  encarado como uma vitória, motivo de comemoração, “cumprir a obrigação de pagar os salários em dia.

” Ele informou ainda que mais de 100 prefeituras já receberam alertas do TCE sobre o inchaço da folha salarial. Se os gestores não conseguirem se adequar aos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (51% prudencial e 54 limite máximo), poderão ser afastados ou perder o mandato por improbidade administrativa. “A situação atual é preocupante porque os municípios recebem os sinais de alerta, mas não estão conseguindo se adequar aos limites impostos pela lei (prudencial quando as despesas chegam a 51% da receita corrente líquida, e 54% o limite máximo permite por lei). O momento é de extrema dificuldade”.

Fonte: marcosdantas.com

RN tem a 2ª menor taxa de avanço

O índice de jovens no Rio Grande do Norte que conseguem concluir o Ensino Médio até os 19 anos aumentou nos últimos sete anos (de 2007 a 2013), mas esse aumento foi o segundo mais baixo entre todos os nove estados do Nordeste, superando apenas a Bahia.  

Os dados, que fazem parte do levantamento feito pela ONG Todos Pela Educação (TPE) para monitorar a Meta 4 do movimento – Todo jovem de 19 anos com o Ensino Médio concluído – aponta que em 2013 nenhum estado do Nordeste conseguiu o objetivo e mostra ainda que o RN e a Bahia, apesar de terem melhorado em relação ao ano anterior, se distanciaram da meta, que era de 60,6% e 52,3%, respectivamente.


foto: Internet
Segundo o estudo, em 2007 o índice do RN era de 36,7% e, em 2013, passou para 46,3% (um aumento de 9,6 pontos percentuais apenas). Na Bahia, esse índice aumentou, no mesmo período, de 31,1% para 37,9% (somente 6,8 pontos percentuais a mais).     


O Rio Grande do Norte também não foi bem no ensino fundamental. A meta era de que, no ano passado, 80% dos estudantes com até 16 anos de idade deveriam concluir esta etapa da educação básica. A taxa ficou em 59,1% acima da verificada em 2012, mas no mesmo patamar de 2011.

Os indicadores foram calculados com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2013. O Brasil atingiu a Meta 4 de 2007, início do monitoramento feito pelo TPE, até 2009, mas após esse período tem demonstrado um crescimento tímido em ambos os indicadores, descolando-se gradualmente das metas intermediárias. 

“A taxa de conclusão do Ensino Fundamental vem apresentando crescimento, embora numa velocidade menor do que a necessária para alcançar a meta. Já a trajetória da taxa de conclusão do Ensino Médio é preocupante, uma vez que apresenta uma tendência de estagnação”, disse Alejandra Meraz Velasco, coordenadora geral do movimento Todos Pela Educação. “O investimento e a melhora da qualidade do Ensino Médio são urgentes, mas devemos ter clareza de que o crescimento dos indicadores dependerá, também, em boa medida, da melhoria da Educação Básica desde os primeiros anos”, concluiu.

Para a educadora Cláudia Santa Rosa, diretora executiva do Instituto de Desenvolvimento em Educação (IDE), os dados apresentados pela pesquisa são preocupantes, embora nada surpreendentes. 

“O estudo expõe, mais uma vez, a realidade da educação no Rio Grande do Norte, que patina em resultados preocupantes já faz algum tempo. Essa situação resulta de um conjunto de fatores que têm sua origem na falta do cumprimento do básico”, diz ela. 

Santa Rosa cita, por exemplo, os constantes casos de escolas que acabam o ano letivo e os alunos não vêem uma aula sequer de determinadas disciplinas.

“Isso gera o fracasso escolar, com baixo desempenho dos que permanecem na escola e também a evasão, que muito provavelmente é o resultado que nós estamos vendo neste estudo. Dizer que menos de 50% de jovens concluem o Ensino Médio até os 19 anos é o mesmo que dizer que mais de 50% não concluem aos 19 anos e que parte deles sequer concluem, abandonam a escola”, diz a educadora, que vê esse cenário como resultado de uma educação que não consegue responder às necessidades dos jovens.

Fonte: tribunadonorte.com.br