Um ladrão rouba um tesouro, mas não furta a inteligência. Uma crise destrói uma herança, mas não uma profissão. Não importa se você não tem dinheiro, você é uma pessoa rica, pois possui o maior de todos os capitais: a sua inteligência. Invista nela. Estude! (Algusto Cury)



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Parazinho (Uma volta pelo RN)

A Cidade de Parazinho fica localizada a 121 quilômetros de Natal (via BR 406 e RN 120). Passei um dia na Cidade e gostei, pois, ao entrar em contato com os moradores, observei um povo bem simples e bastante acolhedor.

Segundo os moradores, o povoado nasceu em uma simples fazenda de gado edificada em terreno seco e com difícil acesso à água, porém, em região de grande produção algodoeira.

Fui informado pelos nativos que no passado, a alta produção de algodão tinha como líder João Severiano da Câmara, o território começava a crescer com um grande número de pessoas que transformavam o povoado em um acampamento mercantilista. A Cidade já era centro de negócios e escritório comercial, lugar que recebia e expedia o algodão para cede do Município.

Em 1930, o povoado de Parazinho já contava com a infraestrutura de poço tubular, capela, escola e mais de quinhentos habitantes. Diante desse contexto o comércio se tornava mais intenso e já contava com armazéns, lojas e a realização de feiras ao ar livre. No ano de 1962, Parazinho desmembrou-se de Baixa Verde (hoje João Câmara), e tornou-se Município do Estado do Rio Grande do Norte.

Observação: O Município não dispõem de praia para banho.

Foto: Praça (arquivo pessoal)

Foto: Mercado Público  (arquivo pessoal)

Foto: Centro da cidade (arquivo pessoal)

Foto: Avenida principal (arquivo pessoal)

Foto: Avenida principal (arquivo pessoal)

Foto: Ginásio de esporte (arquivo pessoal)


Foto: Estádio da cidade (arquivo pessoal)


Até a próxima aventura de final de semana.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Praia de Tourinho ( Uma volta pelo RN)

Há muito tempo tinham me falado sobre uma praia chamada Tourinho, esse final de semana fui até lá para saber se o que falavam da praia de fato era verdade.

Fiquei muito admirado com a sua beleza. Este pequeno paraíso fica localizado a 108 quilômetros de Natal (fazendo o trajeto pela BR 101), no Município de São Miguel do Gostoso, um local isolado e que parece viver fora do tempo, tem uma bonita paisagem (pode-se fazer um ótimo passeio de buggy ou quadriciclo).

A praia forma uma bela enseada em sua parte Oeste, as águas são tranquilas, o banho é uma verdadeira delícia.

No que se refere ao contexto histórico, conversando com moradores do povoado chamado Reduto, tive o conhecimento de que a praia de Tourinho foi refúgio dos Holandeses que foram expulsos de Touros no ano de 1654.

Eu gostei muito da visita. Você que tá buscando uma praia deserta para um descanso com alguém que gosta... Essa é uma das indicadas do Estado do Rio Grande do Norte.

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal


Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Foto: Praia de Tourinho - RN / Arquivo pessoal

Até a próxima aventura de final de semana.




quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Uma volta pelo RN: Bom dia!

Durante um bom tempo, estava com planos de largar um pouco a minha rotina do dia a dia e fazer uma série de visitas a várias cidades e povoados do Estado do Rio Grande do Norte com o objetivo de conhecer melhor o nosso Estado e descobrir um pouco sobre o contexto Histórico. 

Acredito que a hora felizmente chegou e durante cada final de semana estarei visitando uma cidade do nossa maravilhosa terra. Estarei postando tudo em meu Blog, como se trata de um blog voltado para temas da História (minha formação), estarei falando sempre sobre o contexto histórico, cultural e religioso de cada local. Espero que vocês gostem, até mais...


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Cultura Indígena ( Texto para Próxima aula de Cultura do Rio Grande do Norte)

O contato com o branco, desde o início da colonização, sempre foi prejudicial ao índio e à cultura indígena em geral, pois funciona como elemento destribalizador, provocando perda das terras e dos valores culturais. Com o tempo, perdeu-se a imensa diversidade cultural que as tribos representavam sem que chegassem a ser estudadas.

Por outro lado, adaptados ao seu meio ambiente, não possuindo defesas contra as doenças da civilização, muitos sucumbiram pelas gripes, sarampo, sífilis e outras doenças. Assim, dos milhões que aqui habitavam na época do descobrimento do Brasil, somam hoje 350 mil.


Foram 500 anos onde houve escravidão, catequização, miscigenação e dizimação. Qualquer coisa que se diga sobre os índios do Brasil será pouco. A dívida do branco civilizado para com o indígena é alta e pesada demais.

Mas um fator é positivo e devemos nos orgulhar dele. Um estudo recente do geneticista brasileiro Sérgio Danilo Pena mostrou que 70% dos brasileiros que se dizem brancos têm índios ou negros entre seus antepassados. Ou seja, a maioria de nós tem sangue mestiço.

Se não justifica, pelo menos o peso de nossa consciência se torna mais leve, pois somos um povo que trás no sangue a herança das minorias ou indígena ou negra.

Religião e Crenças

As crenças religiosas e superstições tinham um importante papel dentro da cultura indígena. Fetichistas, os indígenas temiam ao mesmo tempo um bom Deus – Tupã – e um espírito maligno, tenebroso, vingativo – Anhangá, ao sul e Jurupari, ao norte. Algumas tribos pareciam evoluir para a astrolatria, embora não possuíssem templos, e adoravam o Sol (Guaraci – mãe dos viventes) e a Lua (Jaci – nossa mãe).

O culto dos mortos era rudimentar. Algumas tribos incineravam seus mortos, outras os devoravam, e a maioria, como não houvesse cemitérios, encerrava seus cadáveres na posição de fetos, em grandes potes de barro (igaçabas), encontrados suspensos tanto nos tetos de cabanas abandonadas como no interior de sambaquis. Os mortos eram pranteados obedecendo-se a uma hierarquia. O comum dos mortais era chorado apenas por sua família; o guerreiro, conforme sua fama, poderia ser chorado pela taba ou pela tribo. No caso de um guerreiro notável, seria pranteado por todo o grupo.

Costumes, Produção, Artes e Habilidade

Nossos índios foram dizimados. Vitimados por doenças trazidas pela civilização, ou simplesmente incorporados à nossa cultura. No entanto, a própria preservação de nossas matas e florestas dependem dele, pois ninguém melhor do que o índio sabe viver em harmonia com a natureza tirando dela o melhor proveito sem com ela sucumbir. As sociedades indígenas são diferenciadas entre si; línguas distintas, traços de caráter, mitos. Essas diferenças não podem ser explicadas apenas em decorrência de fatores ecológicos ou razões econômicas. Podemos estimar a ex Os grupos indígenas do Brasil foram classificados em 11 áreas culturais: Norte-Amazônica; Juruá-Purus; Guaporé; Tapajós-Madeira; Alto-Xingu; Tocantins-Xingu; Pindaré-Gurupi; Paraná; Paraguai; Nordeste e Tietê-Uruguai.
Como sabemos os indígenas tem costumes bem diferentes dos costumes de nos urbanos, um deles é morar em ocas ou malocas, que medem mais ou menos 20 metros de comprimento por 10 metros de largura e 6 metros de altura. Fazem uma espécie de parede dupla com um espaço entre ambas o que permite uma ventilação adequada, tornando o ambiente, no seu interior bastante agradável, seja no frio ou no calor. Uma aldeia é composta de várias malocas, onde habitam várias famílias. Cada maloca possui um chefe daquele grupo, que quando reunidos formam uma espécie de “colegiado”.

Obs.: Esta descrição descreve um tipo de aldeia e maloca, mas de acordo com o grupo indígena e região onde habitem existem outras variedades de malocas. Os índios sabem muito bem onde e como construir suas aldeias, e para cada necessidade adaptam sua construção com muita habilidade e funcionalidade.

Um outro costume que os índios tem de diferente de nós, é o modo de viver deles: eles da caça, da pesca e coleta de vegetais silvestres, obedecendo aos ciclos de atividades de subsistêndica da Floresta Tropical, chuvas, enchentes, estiagem e seca. Reunem-se em grupos que podem ser: de casais, consanguíneos (parentesco), intercasamento e relações de servidão. Na maioria dos grupos o casamento pode ser dissolvido. Preservam a infância da mulher que só pode se tornar esposa após a primeira menstruação (acompanhada de ritual especial, de acordo com a tribo). Não existem padrões morais de virgindade ou adultério, tudo se resolve com conversas entre parentes próximos e com acordos entre as famílias. Temos tribos matriarcais, patriarcais, monogamia (um só esposo ou esposa – com uniões que podem ser dissolvidas) e poligamia (um esposo com várias esposas, ou uma esposa com vários maridos).

Eles também costumam construir seus próprios acessórios, como suas armas, fabricam arcos perfeitos, instrumentos cortantes feitos com bicos de aves, enfeites plumarios, eles costumam usar diversos tipos de cocares, braceletes, cintos, brincos, pilão que é muito utilizado na maioria das tribos, a maneira de socar varia, algumas índias socam de pé, outras de joelho.

Hábeis artesãos, os índios produzem diversos tipos de artefatos para atender suas necessidades cotidianas e rituais, que assumem, hoje, o importante papel de gerador de recursos financeiros, beneficiando as Comunidades com uma renda complementar. Assim surgem fantásticos trançados que tomam a forma de cestos, bolsas e esteiras, moldam a cerâmica que dá origem a panelas e esculturas, entalham a madeira da qual nascem armas, instrumentos musicais, máscaras e esculturas, além das plumárias e adornos de materiais diversos como cocos, sementes, unhas, ossos, conchas que, com habilidade e tecnologia, são transformados em verdadeiras obras de arte.

A produção de variados objetos da cultura indígena, como material, ferramentas, instrumentos, utensílios e ornamentos, com os quais um grupo humano busca facilitar sua sobrevivência, está ligada à escolha e utilização das matérias-primas disponíveis; ao desenvolvimento da técnica adequada de manufatura; às atividades envolvidas na exploração do ambiente e na adaptação ecológica; à utilidade e finalidade prática dos objetos e instrumentos produzidos.

Pintura

Os índios pintam seu corpo, sua cerâmica e seus tecidos com um estilo que podemos chamar “abstrato”. Observam a natureza mas não a desenham, mas ao contrário do que se pensa, não devemos chamá-la de primitiva. Partem do elemento natural para torná-lo geométrico.

Usam diversos tipos de cocares, braceletes, cintos, brincos. Geralmente não matam as aves para comer, usam apenas suas penas coloridas, que guardam enroladas em esteiras para conservar melhor, ou em caixas bem fechadas com cera e algodão.

A Arte Plumária é exuberante e praticamente restrita aos homens. Nas tribos, onde as mulheres usam penas, são discretas, colocadas nos tornozelos e pulsos, geralmente em cerimônias especiais.

Tecidos

Alguns índios, como os Vaurá, plantam algodão e fazem vários enfeites, como os usados em seus pentes. Usam uma tinta preta extraída do suco de jenipapo.

As vestimentas usadas pelos índios estão relacionadas às necessidades climáticas, à observação da natureza e aos seus ritos e festas. Esta é a razão de usarem quase nada para se cobrirem, uma vez que vivemos em país tropical. A sua vestimenta não está associada à aspectos morais. Algumas tribos como a dos índios tucuna (praticamente extintos) na região do Acre, recebiam correntes frias dos Andes e usavam o “cushmã” uma especie de bata (as índias eram ótimas tecelãs).

Em algumas tribos como a dos VAI-VAI (transamazônica) as mulheres tecem e usam uma tanga de miçangas.

Canoas

O indígena usa o leito dos rios ou o mar para transportar com rapidez, navegando em canoas ou em jangadas. As canoas maiores são construídas de troncos de árvores rijas e chamam-se igaras, igaratés ou igaraçus. As canoas ligeiras –ubás – eram feitas de grossas cascas vegetais, e movidas a remo de palheta redonda ou oval ou ainda a vela. As jangadas, pequenas e velozes, constituíam-se de vários paus amarrados uns aos outros por fibras vegetais.

Madeira talhada: Fazem remos, bancos de madeira, máscaras de madeira pintada com dentes de piranha.

Cestaria

As sociedades indígenas no Brasil são detentoras das mais variadas técnicas de confecção de trançados, utilizando-se delas para a confecção de cestos, que estão entre os objetos mais usados, pois estão associados a vários fins.

A cestaria produzida e utilizada por uma determinada sociedade indígena está associada à sua cultura, principal característica humana.

A cestaria diz respeito ao conhecimento tecnológico, à adaptação ecológica e à cosmologia, forma de concepção do mundo daquelas sociedades. O conjunto de objetos incorporados à vivência de uma determinada sociedade indígena expressa concretamente significados e concepções daquela sociedade, bem como a representa e a identifica. Enquanto arte, em cada peça produzida existe também uma preocupação estética, identificando o artesão que a produziu e aquela sociedade da qual ela é cultura material.

Para uso e conforto doméstico, podem-se citar os cestos-coadores, que se destinam a filtrar líquidos; os cestos-tamises, que se destinam a peneirar a farinha e os cestos-recipientes, que se destinam a receber um conteúdo sólido ou armazená-lo, sendo também utilizados para a caça e a pesca, para o processamento da mandioca, para o transporte e para a guarda de objetos rituais, mágicos e lúdicos.

Cestaria indígena

Os cestos cargueiros, como diz o nome, destinados ao transporte de cargas, apresentam uma alça para pendurar na testa e têm o formato paneiriforme, com base retangular e borda redonda, sendo conhecido pelo nome de aturá. Também são muito utilizados os cestos- cargueiros de três lados, jamaxim, que dispõem de duas alças para carregar às costas, tipo mochila. Em geral, esse cesto suporta até dez quilos de mandioca.

Cerâmica

No contato manual com a terra, o homem descobriu o barro como forma de expressão. A confecção de cerâmica é muito antiga e surgiu ainda no período Neolítico, espalhando-se, aos poucos, pelas diversas regiões da Terra.

Tradicionalmente, a produção da cerâmica, entre os povos indígenas que vivem no Brasil, é totalmente manual.

A argila (composto de sílica, alúmen e água) é a matéria-prima básica empregada na confecção da cerâmica. A técnica mais usual para produzir os vasilhames é a da união sucessiva de roletes (feitos manualmente), utilizando-se instrumentos rústicos, bem variados, para auxiliar na confecção das peças, como cacos quebrados de potes antigos para ajudar a alisar os roletes, pincéis feitos com penas de aves ou com raízes para pintar a superfície, etc.. O tratamento dado à superfície das peças varia muito de povo para povo e de acordo com o uso que será dado a cada objeto. A superfície pode apresentar-se tosca, alisada, polida, decorada (com pinturas ou de outras maneiras) e até mesmo revestida por uma outra camada de argila especialmente preparada para este fim, a que se dá o nome de engobo. Finalmente, a louça de barro, como é comumente conhecida, pode ser queimada ao ar livre (exposta ao oxigênio), ficando com uma coloração alaranjada ou avermelhada, ou pode ser queimada em fornos de barro, fechados, que não permitem o contato com o oxigênio, o que deixa uma coloração acinzentada ou negra.

Desta forma são produzidos objetos utilitários (como potes, panelas, alguidares, etc.), objetos votivos ou rituais, instrumentos musicais, cachimbos, objetos de adorno e outros.

Entre as sociedades indígenas brasileiras, a cerâmica é, geralmente, confeccionada pelas mulheres. Todas aprendem a fazê-la mas, como em qualquer outra atividade, há aquelas com mais habilidade e/ou criatividade. Atualmente, algumas já se utilizam de tintas e instrumentos industrializados para produzir sua cerâmica. Nem todos os povos indígenas produzem cerâmica e alguns, que tradicionalmente produziam, deixaram de fazê-lo, após o contato com não índios e com o passar do tempo. Entre alguns povos ceramistas, os objetos produzidos são simples. Entre outros, são muito elaborados e valorizados pelos membros da sociedade.

Música

São amantes da música, que praticam em festas de plantação e de colheita, nos ritos da puberdade e nas cerimônias de guerra e religiosas. Os instrumentos musicais são: toró (flauta de taquara), boré (flauta de osso), o mimbi (buzina) e o uaí (tambor de pele e de madeira).

Podemos comparar o homem indígena com o homem pré-histórico, pelo fato de eles terem sua própria maneira de viver, de construir seu próprio mundo, assim como o homem pré-histórico o índio constrói seus próprios adereços e etc.

Eles também não tem obrigação de se casar, podem ter varias mulheres ao mesmo tempo (em algumas aldeias), criam suas próprias tintas para fazer suas pinturas tanto no corpo como em suas roupas, fazem suas próprias roupas, panelas, armas e etc.

Curiosidades sobre o índio: Hábitos “Estranhos”:

Os homens usavam o cabelo curto na testa e longo na nuca, nas orelhas e nas fontes. As mulheres o deixavam crescer até a cintura e o prendiam quando trabalhavam. Homens e mulheres tatuavam o corpo, que pintavam (com jenipapo e urucum) e untavam (com óleos). Furar o lábio inferior para colocar objetos de pedra, osso ou madeira era um símbolo de masculinidade. Os homens usavam colares de búzios, de ossos de animais e dentes de inimigos e enfeitavam-se com penas de aves. As mulheres usavam enfeites no pescoço, nos braços e nas orelhas. Homens e mulheres raspavam os pêlos do corpo – barba, sobrancelha, pêlos pubianos, etc..

A tranqüilidade relativa com que os brasis aceitavam a homossexualidade masculina e feminina escandalizou os lusitanos. Para os europeus, era também motivo de espanto que os tupinambás assumissem tendencialmente papéis sociais segundo suas inclinações sexuais profundas. Algumas mulheres tupinambás comportavam-se como aldeões e eram tratadas como tal. Vivam com suas esposas nas residências coletivas, participavam das discussões masculinas, iam à guerra, etc..

Yanomamis

Como exemplo de cultura indígena, convém ressaltar a dos Yanomami, considerados um dos grupos indígenas mais primitivos da América do Sul.

Os Yanomami têm como território tradicional extensa área da floresta tropical no Brasil e na Venezuela. Possuem uma população em torno de 25.000 índios. No Brasil existem cerca de 10.000 Yanomami situados nos Estados do Amazonas e de Roraima. Falam a língua Yanomami e mantêm ainda vivos os seus usos, costumes e tradições.

Vivem em grandes casas comunais. A maloca consiste numa moradia redonda, com topo cônico, com uma praça aberta ao centro. Várias famílias vivem sob o teto circular comum, sem paredes dividindo os espaços ocupados. O número de moradores varia entre trinta e cem pessoas.

Maloca

Desde a década de 70, com a construção da estrada Perimetral Norte cortando seu território, a operação de mineradores e, hoje, a presença de milhares de garimpeiros têm resultado na destruição da floresta e trazido muitas doenças para os Yanomami, cuja população está sob séria ameaça de desaparecimento.

Por: Maissa Ferreira Alves

Fonte: www.coladaweb.com

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Universidade escocesa dá curso de introdução à filosofia baseado nos Simpsons

Série é 'monumento às absurdidades da existência humana', diz apresentação.


iversidade de Glasgow, na Escócia, está oferecendo um curso livre de introdução à filosofia por intermédio do seriado de humor "The Simpsons".

Na apresentação do curso, eles afirmam que os Simpsons "são um dos maiores artefatos culturais do mundo moderno", em parte porque a série é "tão cheia de filosofia".
Foto: Internet

Segundo a universidade, o pensamento de filósofos como Aristóteles, Kant, Marx, Camus e outros está representado na "mais pura das formas filosóficas: o desenho animado".

O curso, continua a apresentação, explora a filosofia contida no que chama de "monumento às absurdidades da existência humana" erguido por Matt Groening, criador da série.

Chamado "D'Oh! The Simpsons Introduce Philosophy" (D'Oh! Os Simpsons introduzem a filosofia), o curso atraiu bastante atenção e deve esgotar as inscrições, segundo a imprensa local.

O professor John Donaldson, criador do curso, lembra que Groening foi estudante de filosofia, e isso transparece em sua obra.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

História do Dia Nacional da Consciência Negra (20 de Novembro)

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
Foto: Internet

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.

Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

Você sabia?

- 27 de outubro é o Dia Nacional de Mobilização em Prol da Saúde da População Negra.

Fonte: www.suapesquisa.com

Atividade

01) Diante do tema debatido em sala de aula produza uma redação com o título sugerido (texto com no mínimo 25 linha e no máximo 30).

Título: O preconceito racial na atualidade


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

24 de Outubro: Dia da ONU

A ONU (Organização das Nações Unidas) é uma organização internacional que objetiva facilitar a cooperação entre os países no que se refere ao direito internacional, progresso social, diretos humanos, segurança internacional e a realização da paz mundial.
Fundada no dia 24 de outubro de 1945, em São Francisco, Estados Unidos, a ONU conta hoje com 193 países-membros, incluindo quase todos os Estados soberanos do mundo.

A história da ONU

A ONU foi fundada após a Segunda Guerra Mundial para substituir a Liga das Nações (1919-1946) com o objetivo de manter a paz internacional e promover a cooperação internacional relacionados aos problemas sociais, econômicos e humanitários. Os primeiros passos concretos para uma nova organização mundial foram dados em 1939, sob o amparo do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Entre os dias 25 e 26 de abril de 1945, foi realizado um encontro intitulado Conferência de São Francisco, que tinha a finalidade de discutir sobre a substituição da Liga das Nações por um organismo mais completo. Os Estados Unidos, por exemplo, nunca foram membros da Liga das Nações. A Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional reuniu 51 governos e algumas organizações não governamentais que estavam envolvidas na elaboração da Carta das Nações Unidas.

A Organização das Nações Unidas oficialmente passou a existir no dia 24 de outubro de 1945, após a aprovação da Carta pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (República da China, Estados Unidos, França, União Soviética e Reino Unido) e pela maior parte dos demais 46 países signatários.

A estrutura

A Organização das Nações Unidas é estruturada em cinco principais órgãos: o Conselho de Segurança, o Conselho Econômico e Social, o Secretariado, a Assembleia Geral e o Tribunal Internacional de Justiça. Dos cinco principais órgãos, quatro estão localizados na sede principal das Nações Unidas em território internacional em Nova York; o Tribunal Internacional de Justiça está localizado em Haia, nos Países Baixos. A ONU utiliza oficialmente seis idiomas: chinês, árabe, espanhol, inglês, francês e russo.

Os principais objetivos da ONU

Dentre os principais objetivos da Organização das Nações Unidas, pode-se destacar os seguintes:

01) Manter a paz internacional, posicionando-se contra qualquer tipo de conflito armado;

02) Fortificar os laços entre os países soberanos;

03) Garantir os Direitos Humanos;

04) Promover o desenvolvimento social e econômico das nações;

05) Criar condições que mantenham a justiça e o direito internacional.

Fonte: www.estudopratico.com.br

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - Resumo

História da Independência do Brasil

A Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1822. A partir desta data o Brasil deixou de ser uma colônia de Portugal. A proclamação foi feita por D. Pedro I as margens do riacho do Ipiranga em São Paulo.
Foto: Internet

Causas:

- Vontade de grande parte da elite política brasileira em conquistar a autonomia política;
- Desgaste do sistema de controle econômico, com restrições e altos impostos, exercido pela Coroa Portuguesa no Brasil;
- Tentativa da Coroa Portuguesa em recolonizar o Brasil.
Dia do Fico
- D. Pedro não acatou as determinações feitas pela Coroa Portuguesa que exigia seu retorno para Portugal. Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro negou ao chamado e afirmou que ficaria no Brasil.

Medidas pré independência:

Logo após o Dia do Fico, D. Pedro I tomou várias medidas com o objetivo de preparar o país para o processo de independência:

- Organização a Marinha de Guerra
- Convocou uma Assembleia Constituinte;
- Determinou o retornou das tropas portuguesas;
- Exigiu que todas as medidas tomadas pela Coroa Portuguesa deveriam, antes de entrar em vigor no Brasil, ter a aprovação de D. Pedro.
- Visitou São Paulo e Minas Gerais para acalmar os ânimos, principalmente entre a população, que estavam exaltados em várias regiões.

A Proclamação da Independência

Ao viajar de Santos para São Paulo, D. Pedro recebeu uma carta da Coroa Portuguesa que exigia seu retorno imediato para Portugal e anulava a Constituinte. Diante desta situação, D. Pedro deu seu famoso grito, as margens do riacho Ipiranga: “Independência ou Morte!”

Pós Independência

- D. Pedro I foi coroado imperador do Brasil em dezembro de 1822;
- Portugal reconheceu a independência, exigindo uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas;
- Em algumas regiões do Brasil, principalmente no Nordeste, ocorreram revoltas, comandadas por portugueses, contrárias à independência do Brasil. Estas manifestações foram duramente reprimidas pelas tropas imperiais.

Fonte: www.historiadobrasil.net

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A produção açucareira no vale do Ceará-Mirim / RN

Por Laécio Fernandes Morais - Livro Ceará-Mirim, tradição, engenho e arte - 2005.

A ocupação das terras brasileiras se deu com a implantação simultânea da cultura canavieira. A organização da atividade açucareira, em seus traços gerais, tinha como elemento central o engenho, composto pela fábrica, com maquinário para retirar o caldo da cana e utensílios para produzir o açúcar, e pela grande propriedade para composição dos canaviais. Tal empreendimento foi estruturado com base no trabalho escravo, sob comando do senhor de engenho.
Ruínas da Usina Ilha Bela
Foto: Gibson Machado

No Rio Grande do Norte, o cultivo da cana de açúcar teve início no século XVII. Em Ceará-Mirim, a indústria açucareira foi organizada em meados do século XIX, quando, em 1843, Antonio Bento Viana instalou o Engenho Carnaubal, que funcionou com a primeira moenda horizontal ao longo do vale.
Engenho Carnaúbal

A produção açucareira no município tomou impulso a partir de 1894 e manteve-se próspera até 1920, período em que ali foram instalados mais de cinqüenta engenhos. Na época Ceará-Mirim se destacava como principal produtor de açúcar no Rio Grande do Norte, sendo responsável por 60% da produção. Nessa fase, houve a iniciativa de se aperfeiçoar o processo produtivo no município, quando, em 22 de agosto de 1912, o então governador Alberto Maranhão assinou um contrato com Julius Von Sohsten, negociante estabelecido em Pernambuco, para instalação da primeira Usina Central.

Seu objetivo era centralizar e modernizar a produção açucareira, adequando-a às novas exigências do mercado internacional, incentivando uma mentalidade de caráter empresarial. O projeto “Usina Central” não foi realizado. No vale do Ceará-Mirim, a partir da década de 1920, foram implantadas três usinas de pequeno porte: a Guanabara, de propriedade de Antonio Basílio Dantas Ribeiro, a São Francisco, organizada no antigo engenho que pertenceu a Manuel Varela do Nascimento – Barão de Ceará-Mirim – e Ilha Bela, dos herdeiros de José Felix Varela.
Família do Coronel José Félix -
 início do século XX - Engenho Ilha Bela  

Como consequência desse processo, a imagem político-social do senhor de engenho foi ofuscada pela figura do usineiro dinâmico, político e catalisador de influências. Diante da nova estrutura produtiva, muitos senhores, que não dispunham de recursos suficientes para modernizar suas unidades de produção, passaram à simples condição de fornecedores de cana-de-açúcar. A agroindústria se consolidava, alterando o cenário local. Muitos engenhos do município ficaram de “fogo morto”, pois muitos descendentes das tradicionais famílias cearamirinenses passaram a seguir carreira nos quadros do funcionalismo público.

A industrialização da atividade açucareira configurou uma nova realidade na produção, que atualmente é realizada pela Companhia Açucareira Vale do Ceará-Mirim, novo nome da antiga Usina São Francisco, dirigida por Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo. Dos vários engenhos existentes no vale, apenas o Mucuripe, de propriedade de Ruy Pereira Júnior, continua em funcionamento. Sua estrutura, que era organizada para produzir o açúcar mascavo, tem hoje seu maquinário adaptado para a fabricação apenas de mel e rapadura.

Fonte: gibsonmachadocm.blogspot.com.br


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Estado Islâmico

O Estado Islâmico proclamou seu califado em junho de 2014 e, desde então, vem promovendo uma série de atrocidades contra a população da região onde atua.


Publicado por: Cláudio Fernandes em Idade Contemporânea

No dia 29 de junho de 2014, Abu Bark Al-Baghdadi, líder do grupo terrorista sunita Estado Islâmico (também conhecido pela sigla EI), foi proclamadocalifa da região dominada pelo referido grupo, que se situa entre o Iraque e a Síria. O EI reivindica o domínio sobre um vasto território entre esses dois países, que já possuem um longo histórico de guerras e conflitos étnicos e religiosos. Um califado – isto é, um regime político-religioso orientado pela Lei Islâmica Sharia e por preceitos corânicos – instituído por um grupo terrorista constitui um grande problema tanto para a região do Oriente Médio quanto para outras regiões do mundo.


A história da formação do Estado Islâmico está atrelada aos projetos que a Al-Qaeda – organização terrorista fundada por Osama Bin Laden e responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 – desenvolveu para a conquista de poder na Síria e no Iraque após a guerra que os Estados Unidos da América e outras nações ocidentais deflagraram contra Saddan Hussein em 2003. O Estado Islâmico – que já foi chamado de Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS, em inglês) – originou-se como um braço da Al-Qaeda que atuava na região do Levante, na fronteira entre os dois países citados, mas logo se tornou independente da organização de Bin Laden e passou a atuar seguindo suas próprias regras. Os membros mais antigos da Al-Qaeda já declararam que o EI possui uma postura amplamente mais radical que a rede responsável pelos ataques do 11 de setembro.

Assim como a Al-Qaeda, o EI também se guia por uma interpretação extremista da Jihad (guerra santa islâmica) e alimenta a possibilidade de ataques terroristas a países ocidentais, já que encara o Ocidente como um reduto de degenerescência moral e decadência religiosa. Para tanto, há, desde o início de 2014, uma intensa migração de jovens – sobretudo europeus – para a região dominada pelo EI com o objetivo de serem treinados para atuar em defesa do califado. O sequestro de jornalistas, embaixadores e outras pessoas que atuam no Oriente Médio é prática corriqueira do EI. Quando o grupo se sente ameaçado, executa com crueldade essas pessoas mantidas como reféns.

Aliás, entre as principais características do EI estão as variadas atrocidades que vem cometendo, sobretudo nas cidades que estão sob seu domínio, onde se encontram xiitas, cristãos e curdos – seus principais alvos. A mutilação genital – extirpação do clitóris – feminina, o estupro de crianças e mulheres, a decapitação, a crucificação – sobretudo de cristãos – e o fuzilamento em massa estão entre as atrocidades cometidas diariamente pelos membros do Estado Islâmico.

Em setembro de 2014, os Estados Unidos e outros países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), sob a iniciativa do presidente Barack Obama, decidiram auxiliar os combatentes iraquianos na luta contra o EI, organizando uma série de bombardeiros contra as instalações militares do grupo terrorista. Países do Oriente Médio, como a Síria, a Arábia Saudita, a Turquia e o Irã, declararam apoio à operação, já que também têm interesses na destruição do califado de Abu Bakr Al-Baghdadi.

Fonte: mundoeducacao.bol.uol.com.br


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Como era uma senzala?

Trabalho

Logo ao amanhecer, os homens eram levados para as plantações, que ficavam a até 1 quilômetro distância, e as mulheres faziam as tarefas doméstica na casa grande.

Alimentação

Só havia uma refeição no fim do dia. A comida insuficiente para a nutrição, era feita num panelão pelas escravas, com canjica feijão e inhame. Carne, muito raramente.

Feitores

Homens armados ficavam do lado externo da senzala, guardando as portas para impedir fugas. Também eram encarregados de organizar expedições para recapturar foragidos água, que os escravos usavam para se lavar.
Sexo

Escravas eram encaradas basicamente como reprodutoras. Também sofriam violências sexuais e eram obrigadas a participar de orgias com os fazendeiros e os filhos e amigos deles.

Festas

Os escravos mantinham os antigos rituais africanos. Suas danças foram mudando e ganhando movimentos de luta, que serviam para defesa pessoal, caso da capoeira.

Valor

O preço de um escravo no século 19 variava muito, dependendo, por exemplo, da idade. Alguns valiam 400 mil réis, o suficiente para comprar um bom sítio na época.

Barracão

Os escravos ficavam num barracão coletivo, de teto baixo e sem janelas. Dormiam no chão de terra ou em camas de tábuas. Um fogo ficava aceso para aquecer e iluminar.

Religião

Proibidos de praticar rituais religiosos na senzala, os escravos mantinham seus líderes espirituais. E outros falavam aos mais novos sobre seus deuses e espíritos protetores.

Acomodação

Em geral, homens, mulheres e crianças ficavam no mesmo cômodo. Algumas fazendas separavam os três grupos e outras mantinham os filhos com as mães até a adolescência.

Punição

Escravos fujões ou rebeldes eram acorrentados a troncos em frente à senzala, como exemplo. Outros tinham que andar com grilhões nos pés e pescoço.

Higiene

Sem água corrente, as senzalas fediam. Atrás do barracão ficavam as latrinas - fossas no chão - e barricas cheias de água, que os escravos usavam para se lavar.

Fonte: mundoestranho.abril.com.br