Um ladrão rouba um tesouro, mas não furta a inteligência. Uma crise destrói uma herança, mas não uma profissão. Não importa se você não tem dinheiro, você é uma pessoa rica, pois possui o maior de todos os capitais: a sua inteligência. Invista nela. Estude! (Algusto Cury)



quinta-feira, 28 de abril de 2016

As tribos Indígenas que habitavam Capitania do Rio Grande

Segundo Câmara Cascudo, dois povos habitavam o nosso estado, quando os europeus chegaram a esse território. Os Tupi , representados pelas tribos dos Potiguar, que ocupavam parte do litoral da Paraíba e todo o litoral do Rio Grande do Norte, principalmente o litoral que vai de Baía Formosa até Touros. Na parte mais interiorizada da nossa costa, chegando ao agreste, viviam os Guaraíra, os Paiguá e os Jundiá.

No interior, predominavam os Tapuio, também chamados de Cariri, divididos em tribos como os Panati, Caicó, Peba, Tarairiú, que habitavam o Seridó. Da chapada do Apodi para a Serra de Patú, viviam os Janduí, Pataxó, Pajeú, Paiacu e Moxoró. Na região serrana, predominavam as tribos do Icó, Panati e Pacaju.

Esses índios resistiram à invasão do seu território, dos seus rios, florestas e de toda sua paisagem de caça, pesca e de sobrevivência ocupada pelos colonizadores de origem portuguesa. Essa luta é articulada pela confederação dos Cariri, que deve ter sido realizada em torno de 1670.

A reação à resistência indígena, que é chamada pelo colonizador de Guerra dos Bárbaros, é feita de forma cruel em todo sertão nordestino, que começava a ser ocupado com criatório do gado. Os Cariri são dizimados por tropas vindas da Bahia, de Pernambuco e até pelos Bandeirantes paulistas, como é o caso de Domingos Jorge Velho.

“Terminada a guerra dos bárbaros, a capitania estava arrasada e a população indígena reduzidíssima. Os que sobreviveram entraram paulatinamente num processo de miscigenação e de aculturação com a população branca de origem portuguesa, e com negros de origem africana…somente após o esmagamento dos índios no século XVII, pôde a colonização portuguesa consolidar-se no interior ao longo do século XVIII” (Souza, Itamar de. Diário do Rio Grande do norte – v. Natal. Junho de 1999.

Fonte: Economia Rio Grande do Norte – Estudo Geo-Histórico e Econômico – José Lacerda Alves Felipe, Aristotelina Pereira Barreto Rocha, Edilson Alves de Carvalho –Editora Grafset


sábado, 23 de abril de 2016

Governo Collor (texto para ser debatido com a turma do 9º ano em sala de aula)

Após quase trinta anos sem eleições diretas para Presidente da República, os brasileiros puderam votar e escolher um, entre os 22 candidatos que faziam oposição ao atual presidente José Sarney. Era novembro de 1989. Após uma campanha agitada, com trocas de acusações e muitas promessas, Fernando Collor de Mello venceu seu principal adversário, Luís Inácio Lula da Silva.

Collor conquistou a simpatia da população, que o elegeu com mais de 42% dos votos válidos. Seu discurso era de modernização e sua própria imagem validou a idéia de renovação. Collor era jovem, bonito e prometia acabar com os chamados “marajás”, funcionários públicos com altos salários, que só oneravam a administração pública.

Sua primeira medida, ao tomar posse no dia 15 de março de 1990, foi anunciar seu pacote de modernização administrativa e vitalização da economia, através do plano Collor I, que previa, entre outras coisas:

- Volta do Cruzeiro como moeda;
- Congelamento de preços e salários;
- Bloqueio de contas correntes e poupanças no prazo de 18 meses;
- Demissão de funcionários e diminuição de órgãos públicos;

O objetivo deste plano, segundo Collor, era conter a inflação e cortar gastos desnecessários do governo. Porém, estas medidas não tiveram sucesso, causando profunda recessão, desemprego e insatisfação popular.

Trabalhadores, empresários, foram surpreendidos com o confisco em suas contas bancárias. O governo chegou a bloquear em moeda nacional o equivalente a oitenta bilhões de dólares.

O governo Collor também deu início às privatizações das estatais e à redução das tarifas alfandegárias. Com produtos importados a preços menores, a indústria nacional percebeu a necessidade de se modernizar e correr atrás do prejuízo.

Seis meses após o primeiro pacote econômico, Collor lançou um segundo plano, o Collor II, que também previa a diminuição da inflação e outros cortes orçamentários. Mas, novamente, não obteve êxito e só fez aumentar o descontentamento da população.

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, não suportou a pressão e em maio de 1991 pediu demissão do cargo. Em seu lugar, assumiu Marcílio Marques Moreira, até então embaixador do Brasil, em Washington. Marcílio não lançou nenhuma medida de impacto. Sua proposta era liberar os preços e salários gradualmente, porém não teve bons resultados.

A esta altura, surgiram várias denúncias de corrupção na administração Collor, envolvendo ministros, amigos pessoais e até mesmo a primeira dama, Rosane Collor. Paulo César Farias, ex-tesoureiro da campanha e amigo do presidente, foi acusado de tráfico de influência, lavagem e desvio de dinheiro.

Em entrevista à revista Veja, Pedro Collor, irmão do presidente, foi quem revelou os esquemas, que envolviam também Fernando Collor. A notícia caiu como uma bomba. A população, já insatisfeita com a crise econômica e social, revoltou-se contra o governo.

Foi instalada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), a fim de investigar a participação de Collor no esquema chefiado por PC Farias. Num ato desesperado para salvar seu mandato, Collor fez um discurso em rede nacional e pediu para que os brasileiros fossem às ruas, vestidos de verde e amarelo, em gesto de apoio ao presidente. Realmente, o povo foi às ruas, mas vestido de preto e exigindo o impeachment de Collor.

No dia 29 de setembro de 1992 a Câmara dos Deputados se reuniu para votar o impeachment do presidente, ou seja, sua destituição do cargo. Foram 441 votos a favor do impeachment e somente 38 contra. Era o fim do “caçador de marajás”. No lugar de Collor, assumiu o vice-presidente, Itamar Franco.

Fonte: www.infoescola.com

Dia 23 de Abril dia Nacional da Educação de Surdos

Inserir o aluno com deficiência auditiva no ensino regular é valorizar a diversidade humana e gerar uma vida comunitária. Para a criança, surda ou não, o desenvolvimento das suas capacidades linguísticas, emocionais e sociais é uma condição importante para o crescimento dela como ser humano. Todo 23 de abril comemora-se o Dia Nacional da Educação para os Surdos. A linguagem é essencial para a vida em sociedade e é através dela que partilhamos nossas emoções, ideias e experiências.

O aluno com deficiência auditiva têm mais dificuldades no aprendizado do ensino regular, eles se comunicam por meio da língua gestual e compreendem apenas fragmentos das frases, na linguagem de sinais há variações linguísticas por conta do regionalismo ou sotaques e não se usa os artigos, portanto a escrita deste aluno também é diferente e implica no conhecimento de uma nova língua.

Como ferramenta de ensino para essas crianças com necessidades especiais, já existem livros didáticos e histórias infantis em CD Room que apresentam um intérprete traduzindo cada palavra ou desenho. Nos jogos educativos, como o da memória por exemplo, o aluno vira a peça que tem uma figura e depois tem que achar a outra peça que mostre o gesto em libras que representa aquela imagem.

Para ajudar a incluir esses alunos surdos no processo educativo podemos começar aprendendo o alfabeto e os numerais em LIBRAS:


Fonte: O Diário na Escola