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quinta-feira, 2 de junho de 2016

A invasão Holandesa na Capitania do Rio Grande ( Texto para a aula de História do dia 02 de Junho de 2016 / Turma: 9º ano)

Em junho de 1625, cumprido missão para o governo holandês, o capitão Uzeel aproximou-se das terras de Cunhaú e fez um relatório do que viu. Ao retornar à Holanda, levou índios para aculturar.

O relatório serviu para planejar o futuro ataque à Capitania do Rio Grande, e os índios depois de aculturados, seriam aliados e intérpretes.

Em 1630, a Holanda enviou Adriano Verdock para observar, mapear e relatar tudo sobre a Capitania do Rio Grande. O objetivo dessa missão era utilizar as informações para planejar estrategicamente a invasão.

O relatório feito por Verdock detalhava aspectos da Capitania do Rio Grande, chamando a atenção para as riquezas. Indicava as lavouras de cana-de-açúcar, as sesmarias de criação de gado que eram bastantes significativas, a abundância de sal no litoral, a pesca farta e os principais produtos agrícolas.

O engenho de Cunhaú chamou a atenção de Verdock, pois era o centro econômico da capitania onde era desenvolvida a lavoura de cana-de-açúcar, além da criação de muito gado.

Em Cunhaú, moravam 70 homens com suas respectivas famílias.

Entre outras observações importantes, no relatório, constava ainda que em Natal havia, em média 40 casas de palha e de barro, destacando que a população masculina era de ,no máximo, 130 homens.

No ano de 1631, o Conselho Político do Brasil Holandês, em Recife, recebeu a visita de um índio chamado Marcial, representante Cariri, índios do interior da Capitania do Rio Grande. Em nome dos chefes indígenas, Janduís e seu irmão Oquenoçu, Marcial ofereceu a amizade e aliança das tribos ara colaborar na invasão à Capitania do Rio Grande.

Em companhia de Marcial, uma embarcação fez uma inspeção próximo à Fortaleza dos Reis Magos.

Ainda neste mesmo ano (1631), a Fortaleza dos Reis Magos sofreu uma tentativa de invasão por uma esquadra de 14 navios holandeses. O comandante Cipriano Pita Porto e tropas defenderam-na impedindo a investida de invasão.

Os holandeses recuaram, mas não desistiram. Comandados pro Mathias Van Ceulen, voltaram em 1633 mais equipados e trazendo 808 homens armados.

O capitão-mor Pedro Mendes de Gouveia foi ferido. Os holandeses venceram e tomaram posse da Fortaleza dos Reis Magos.


Fonte: Rio Grande do Norte: História, Cultura e Identidade - Marlúcia Galvão Brandão. Curitiba: Base Editora, 2008. (do Blog tudodorn.blogspot.com.br)

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